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domingo, 13 de maio de 2012

Odeio Trabalhar - Qual é a Solução?

    Quem acompanha esta série de post desde o início percebeu as desvantagens de ter que trabalhar para outras pessoas, isto é ficar recebendo ordens e não ser dono do próprio nariz. Falei também sobre o desgaste fisico e mental de ter que se locomover todos os dias para o trabalho.
   A parti disso vamos fazer alguns cálculos bem interessantes.
  • 6:00 Acordar, tomar banho, se arrumar e tomar café, tudo isso correndo para não perder a hora do transporte.
  • 6:40 Pegar o Trem e se sentir igual a uma sardinha enlatada ou ir no carro e enfrentar os engarrafamentos ou se for masoquista pegar um ônibus e sentir as duas coisas.
  • 8:00 Após os engarrafamentos e transtornos você chega ao trabalho com a roupa toda amarrotada e cheirando a fumaça.
   Nem começou o trabalho de fato, mas já se passaram 2 horas.
  • 12:30 a 13:30 Intervalo do almoço, você tem 1 hora, mas parece menos e quando a gente começa a relaxar um pouco a mente já tem que voltar para o batente.
  • 17:00 Fim do expediente (normal) e então começa aquela correria para pegar um bom lugar no transporte da volta e enfrenta de novo os mesmos transtornos.
  • 18:20 Chegamos em casa com o corpo todo moido, parece até que levamos uma surra de pau, agora é tirar a roupa e tomar um bom banho.
  • 19:00 agora sim, de banho tomado e cheiroso podemos finalmente dar uma boa relaxada.
   Podemos perceber que estamos com a mente focado no trabalho desde quando acordamos ás 6:00 até as 19:00 quando enfim podemos descançar. 
   São no total 13 horas e isso sem contar com as horas extras ou algum imprevisto.
   Dizem que o tempo de trabalho é de 8 horas, mas na verdade são 13 horas. E o pior estar por vir, pois se somarmos com as 8 horas em média que dormimos já são 21 horas, como o dia só tem 24 horas, sobram apenas 3 horas livres. Isso mesmo, e é este periodo que você tem para se dedicar a sí mesmo, será que isso é vida?
   É por isso que estamos nessa busca frenética pela liberdade financeira para sermos dono de nosso próprio nariz e não ter que dar satisfações a ninguém. 
   Para chegar a esse objetivo é que pouparmos e com estas sobras no orçamento é que fazemos os investimentos, mas só que tem um pequeno detalhe, pelos cálculos que fiz numa planilha particular, cheguei a conclusão de que levaria um tempo considerável para se chega ao nível de viver de renda. Vou dar um exemplo:
-Salário 5.000 reais por mês
-Aporte 2.000 reais por mês (40% do salário)
-A carteira terá um rentabilidade média anual de 15% (taxa conservadora)
-Dividendos anuais 6% (taxa conservadora)

Resultado:
-7 anos para que o investidor receba em forma de dividendos o equivalente ao que se aplicou mensalmente, que neste caso é 2.000 reais.
-12 anos para que o investidor receba em forma de dividendos o equivalente ao salário atual, que neste caso é 5.000 reais.
   Você vai dizer "opa" 12 anos é mole, mas infelizmente a história não é bem assim, pois existe um outro fator que devemos levar em conta, que é a "inflação", pois 5.000 reais daqui a 12 anos não terá o mesmo valor de hoje.
-16 anos será enfim o prazo para que o investidor receba em forma de dividendos o equivalente a 5.000 reais ja contando com a inflação que neste caso é estimado em 5% ao ano.
  Será que a maioria terá disciplina por longos 16 anos (quase 1 geração) para poder viver de só dividendos? Eu digo 16 anos mas isso sem contar com os imprevistos, que certamente ocorrerão porque 16 ano é tempo suficiente para 3 crises como vimos em 1997, 2000 e 2008.
  Será que a maioria aguentará poupar 40% do seu salário por 16 anos? E isso para se chegar ao fim do processo e receber o equivalente ao salário atual já corrigido pela inflação, que neste exemplo é de 5.000 reais aos valores de hoje. E isso é muito pouco para os inúmeros planos que muitos estão fazendo. Leio coisas do tipo: Comprar carros esportivos, sair com Gp's classe "A" todos os dias, participar de orgias, swings, etc...
  Será que 5.000 miseros reais vai dar para tudo isso? Ou eles estão pensando em obter rentabilidades absurdas, tipo 80% ao ano, os melhores gestores de investimentos do mundo venderiam a própria mãe para obter a metade disso.
  Será que eles pensam que investir é igual a jogar esses joguinhos de estratégias de Playstation?
  Muitos vão dizer então: Qual é a solução? E digo, que não há solução definitiva, caso ouvesse alguma solução, os investidores de Wall Street matariam para ter acesso a este segredo super bem guardado.
  Felizmente existem formas de acelerar este processo, poderemos partir para uma situação intermediária entre ser um simples empregado e ser um investidor que vive de renda. A solução seria abrir o nosso próprio negócio.
  É sobre isso que conversaremos no próximo post. Como deixar de ser empregado e virar patrão.
  Temos que ser os senhores de nosso tempo. Vamos agora finalizar o post com chave de ouro ouvindo "Legião Urbana - Tempo Perdido"



terça-feira, 1 de maio de 2012

Homenagem ao Trabalhador: Que sofre desde o Egito


   Eu Traduzi e adaptei um texto que foi escrito há mais de 4000 anos por um escriba do Antigo Egito, neste texto ele descreve as caracteristicas de diversas profissiões. Para quem reclama de seu trabalho como muitos blogueiros fazem (inclusive eu), leiam este texto e tirem suas próprias conclusões.
   O Camponês - que cultiva a terra, tu não tens a mínima idéia do que ele passa. O coletor de impostos está no cais recolhendo os dízimos da colheita, O coletor está acompanhado de gente armada de bastão, de negros munidos de varas de palmeira. Todos gritam: "Vamos, os grão!"
   Se o camponês não os tem, atiram-no ao chão, é arrastado ao canal, onde o mergulham de cabeça para baixo.
   O Pedreiro - a doença o espreita, ele fica exposto a todos os ventos, pendurados nos capitéis como um pé de lótus, seu braços gastam-se no trabalho, suas roupas estão sempre em desordem, não se lava senão uma vez por dia. Quando não consegue pão, chega em casa e bate em seus filhos.
   O Tecelão - não arreda o pé de sua casa, os seus joelhos estão à altura do estômago, se deixar de fabricar um só dia quantidade regulamentar, é atado como os lótus nos pântanos.
   O Mensageiro - partindo para os países estrangeiros, faz o seu testamento, receoso de não voltar por causa das feras e dos inimigos. Regressa ao Egito, entra em seu jardim e já é preciso partir para outra viagem.
   O Tintureiro - têm sempre os dedos cheirando a peixe podre e os olhos fundo de fadiga.
   O Oficial de Infantaria - Leva-no ainda criança e encerram-no na caserna. Logo o seu ventre estará todo gretado, os seus supercílios fendidos e sua cabeça uma chaga, estende-no e espancam-no como a um papiro. Queres que te conte a sua campanha na Síria, as expedições a países longinquos? Leva os víveres e a água ao ombro como um burro de carga, a sua espinha se dobra, bebe água podre. Deve montar guarda com frequência. Chega diante do inimigo, é um pássaro que treme. Volta ao Egito como um velho pedaço de pau roido pelos vermes.
   Vi a violência! Eis porque te inclino para as Letras, busque o conhecimento e tente tirar o proveito disso, este sim (O homem de letras) é honrado.
  
  fonte: Maspero, G. Histoire Ancienne des Peuples de I'Orient. Paris, Hachette pag, 137
  
   Em homenagens aos nosso Trabalhadores, leitores e blogueiros vamos ouvir um pouco de Iron Maiden "Fear of the Dark"
  

quinta-feira, 26 de abril de 2012

As Favelas do Rio e o colapso do Café


   Vocês devem ter percebido que fiz muitas referências sobre as favelas do Rio em varios post's, e hoje vou falar sobre como foi o processo de favelização do Rio de Janeiro.
   As primeiras favelas surgiram ainda no século 19 quando os soldados que voltavam da guerra de canudos tiveram a permissão de fixar moradia no morro da providência (considerado a 1º favela do Rio - Vide foto acima), a população favelada foi aumentando com a chegada dos escravos libertos, que não tinham onde morar e se fixaram em varios morros, já no inicio do século 20 chegaram os pobretões que viviam em cortiços do centro, que foram demolidos devido as obras de modernização da capital federal, e para completar o balaio de gato, veio a partir dos anos 40 uma horda de nordestinos em busca de melhores condições de vida.
   Então 1960 já existia no Rio de janeiro cerca de 500 mil pessoas vivendo em favelas, só a titulo de comparação, em São Paulo na mesma época tinha apenas 30 mil pessoas vivendo em favelas.
   Mas 1970 a população favelada já tinha passado para 1 milhão!!! Isso mesmo, simplesmente dobrou em 10 anos. Vocês vão me perguntar de onde veio essa gente toda e porque? Eu digo, foi por causa do café.
   Mas o que o café tem a ver com isso? É isso que vou contar agora.
   O Rio de Janeiro por volta de 1850 era o maior produtor mundial de café produzindo cerca de 5 milhões de sacas de café. A área de produção foi aos poucos se deslocando (em busca de novas terras) em direção ao sul do estado, em seguida foi para o vale do paraíba, até chegar ao oeste Paulista onde encontrou a terra roxa (solo bom para plantação do café), e nos anos 40 já tinha chegado ao norte do paraná, com isso a produção de café no estado do Rio ja vinha em longa decadência, mesmo assim em 1950 a produção ainda chegava a 3 milhões de sacas de café.
   No inicio de 1960 a produção caia ainda mais chegando a míseros 1,5 milhões de sacas, a produção era pouco mecanizada e por isso tinha poucos rendimentos por hectare, o solo ruim agravou a situação e os fazendeiros então acumularam grandes dívidas, e por isso não tinham condições de modernizar a produção.
   Foi com a ditadura que veio o tiro de misericórdia. O governo militar queria transforma o Rio em apenas consumidor de café e não concorrente dos estados produtores como Paraná e São Paulo, então o governo prometeu perdoar as dividas dos fazendeiros, mas em troca os mesmo deveriam erradicar os pés de cafés do estado (um pé de café leva 7 anos até se tornar produtivo), e isto foi feito.
   Foi ai que veio os efeitos colaterais desta decisão torpe, pois cerca de 500 mil pessoas do interior do Rio e de Minas Gerais, viviam direta e indiretamento da produção de café, esse pessoal todo ficou da noite para o dia sem renda, o que fazer então? Tentaram a sorte na ex-capital federal, com isso em 1970 (dez anos depois) coincidência ou não, a população de favelados no estado tinha dobrado.
   Um outro efeito colateral foi que as ferrovias do estado entraram em decadência, e grande parte das linhas foram desativadas devido a subutilização, e os portos ficaram largados as traças, foi decadência total.
   A produção hoje no estado do Rio é de apenas 150 mil sacas de café, não conseguindo suprir nem o consumo local que é de 1,2 milhões de sacas, com isso somos obrigados a comprar o café de outros estados, acarretando em um déficit comercial de 300 milhões de dólares, só na importação do café.
   Só agora é que o Rio esta começando a reverter a decadência, mas o trabalho é grande, para compensar as décadas de abandono.
   Isso é para todos verem que, quando o governo se mete no que esta quieto só da merda.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Duas Histórias - Riqueza x Pobreza

   Vocês que leram os vários post que fiz até hoje, acham que eu tenho preconceito com quem mora nas favelas, mas nestes lugares há também gente trabalhadora, mas que infelizmente são minoria, são pequenas ilhas num mar de vagabundagem e promiscuidade, então vamos direto a história.    
   Um Mineiro veio para o Rio tentar a sorte, foi morar em um barraco no morro da Providência no Centro do Rio de Janeiro, mas ele não encontrava emprego, pois não tinha qualificação, então para não passar fome ele passou a catar papelão para vender.  
   Com os lucros da venda do papelão, ele comprava garrafas de pinga, todos os seus companheiros de trabalho faziam a mesma coisa, mas ao contrário do restante do grupo ele não comprava para beber a pinga, e sim guardava as garrafas em seu barraco, assim ele foi fazendo um estoque de garrafas de pinga.
   Depois que ele já tinha um bom estoque de garrafas de pinga, ele abriu uma janela em seu barraco e fez uma birosca e passou a vender copos de pinga, e foi vendendo ao de longo de varios anos e foi ampliando a birosca até que a mesma se transformou em um botequin.
   Quando o governo do Rio instalou uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na favela foi feito um convênio do prefeitura do Rio com o Sebrae chamado de “Empresa Bacana” visando a legalizar os empreendimentos nas favelas ocupadas pelo poder publico.
   Pois bem, o quando  o Mineiro legalizou o seu botequin já estava colhendo os frutos de anos de trabalho. Hoje ele ganha 7 mil reais  por mês, tem carro zero na garagem e vive em uma boa casa e já esta pensando em fazer ampliações. Como vocês podem ver, tudo é possível através do trabalho.
   Em contraste com esta história de luta e sucesso temos uma outra que esta no vídeo abaixo, trata-se da História de um traste que ganhou na Loto em 1983 o equivalente a hoje 30 milhões de reais.
   Mas o que ele fez com esse dinheiro todo? Como ele não quis comprar uma casa, foi morar em um Hotel 5 estrelas numa suíte presidencial, desperdiçou tudo com mulheres e farras, pagava jantares para desconhecidos, não lavava as roupas, quando a roupa ficava suja ele jogava a roupa suja fora e comprava uma nova, o mesmo ele fazia com os automóveis, se o pneu do carro furava ele comprava outro carro.
   Essa brincadeira durou 5 anos até que o dinheiro acabou, e ele ficou na merda, hoje ele trabalha em um restaurante lavando os banheiros e carregando as caixas de cerveja é o tipo faz tudo.
   Hoje ele se lamenta da maneira como ele desperdíçou o dinheiro, principalmente porque ele nunca ajudou a mãe, que até hoje esta na miséria.  
   O que vocês acham que um cara desses merece?
   Vejam o vídeo abaixo e tirem suas própria conclusões.

domingo, 22 de abril de 2012

A ida para o trabalho 2º Parte

   Continuando o post anterior sobre os transportes aqui no Rio de Janeiro, estava falando como é viajar de trem para o trabalho.
   Este trem já vem de muito longe (Japeri), e eu pego já na metade do caminho, portanto a composição já vem superlotada, e a primeira coisa que se percebe ao entrar, é o forte cheiro de ovo cozido, além disso essas pessoas não tomam banho, e não se importam em usar roupas sujas.
   Os passageiros em grande maioria são pessoas muito humildes, os homens normalmente trabalham na construção civil e as mulheres são empregadas domésticas, eles tem uma espécie de comunicação secreta entre eles, é uma comunicação baseada em cheiros, pois você percebe um cheiro vindo da esquerda para direita e depois sente o mesmo cheiro vindo na direção contrária, e sempre o mesmo tipo de cheiro, que é de feijão ou amendoin queimado.  
   O mais curioso são as conversas entre eles, são sempre conversas baseados em crimes, drogas, futebol e falar mal do patrão. Eu me lembro de varias conversas entre eles, vou contar algumas:
  • Dois caras estavam conversando e um dele estava perguntando por um terceiro que estava ausente, o outro disse que o fulano de tal era trabalhador de 3 dias, e que estava bem de vida, pois ganhava 50 reais por jornada, e só queria saber de praia, mulher e cerveja (AMBV4). Eu não pude deixar de ouvir isso e fiz alguns cálculos: 3 vezes 50 reais é igual a 150 reais por semana, vezes 4 semanas é igual a 600 reais mensais. Tudo bem eles podem até se contentar com isso, agora depois não vem reclamar do governo.
  • Outra conversa que escutei foi sobre uma mulher cujo o marido (um daqueles caras que ficam pendurados na porta) tinha caído do trem  e morrido, ela recebeu uma indenização de 100 mil reais, sabe o que ela fez com o dinheiro? Torrou tudo com homens e cerveja (AMBV4), agora ela esta na merda de novo....e foda-se pra ela.
  • Um ultimo exemplo de conversa foi que um cara estava se lamentando, porque quando ficou desempregado e recebeu 6 meses de auxilio desemprego, sabe o que ele fez com o dinheiro? A mesma coisa, torrou com mulheres e cerveja (AMBV4) e disse que agora estava arrependido, pois poderia ter usado o dinheiro para terminar o seu barraco, agora estava duro e com o barraco incompleto.
    E na volta para a casa é a mesma coisa, somados ainda aos vendedores de cerveja (AMBV4) que passam sempre suados e sujos entre os passageiros com suas enormes caixas de isopor, e ninguém pode reclamar, pois se reclamar os caras dizem que poderiam estar roubando e que se tivessem lá fora dariam um tiro na cabeça do cara que reclamou.
    Todos vêem pelas TV’s os trens que quebram toda hora, mas ninguém fala que grande parte das quebras são devido a sabotagens dos próprios passageiros, eles gostam de abrir as portas a força, acionam os freios de emergência para travar os trens e roubam os cabos de controle para vender o cobre. É uma ignorância total, aliás é a mesma ignorância e falta de educação que faz com que mulheres grávidas e com crianças de colo fiquem em pé, enquanto que os homens ficam sentados fingindos que estão dormindo para não cederem o seu lugar.
    A composição é dividida em vários vagões e geralmente o primeiro vagão e dos maconheiros e malandros, o segundo são das mulheres que por lei os homens não deveria entrar, mas entram assim mesmo, e se esfregam nas estudantes e se masturbam na frente delas, o terceiro é o vagão dos evangélicos, pois todos os dias tem pregação, é uma agonia, e sem falar dos vendedores, que vendem todos os tipos de tralhas que se pode imaginar.
   Somados a tudo isso temos também os sons do ambiente regados a música funk ou gospel a todo o volume, pois eles ignoram a existência dos fones de ouvidos. E quando é sexta feira tem sempre samba em alguns vagões, e ninguém pode reclamar.
   Enfim isso é o trem no Rio de Janeiro, eles reclamam de que os trens estão velhos, mas para o povinho que usa, este transporte está é bom demais. Esta ao nível do povo que o usa. E eu quando chego na minha estação dou graças aos Deuses por ter chegado, e o trem continua a sua viagem até Japeri - A porta de entrada do Inferno.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

O Negócio Ideal

O Negócio Ideal
Gastei muito tempo e miolos criando os critérios que intitulo "O Negócio Ideal". Ora, obviamente, o negócio ideal não existe, e provavelmente nunca existirá. 
Porém se você está prestes a iniciar um negócio ou associar-se ao negócio de uma outra pessoa, ou se você deseja comprar um negócio já existente, a lista a seguir poderá ser-lhe útil. 
Quanto mais destes critérios você conseguir aplicar ao seu novo negócio ou novo emprego, em melhores condições você se encontrará.
O negócio ideal vende para o mundo, ao invés de um único bairro ou mesmo uma única cidade ou estado. Em outras palavras, ele possui um mercado global sem limites (e hoje isto é mais importante que nunca, visto que os mercados mundiais se abriram em uma proporção sem precedentes em todo meu tempo de vida). A propósito, quantas vezes você já pôde observar uma loja de varejo que vai indo bem há anos – e aí uma outra loja de varejo maior e melhor se muda para perto dela, e “caput” para a primeira loja?
O negócio ideal oferece um produto que desfruta de uma demanda “inelástica”. Inelástica refere-se a um produto que as pessoas precisam ou desejam – quase não importando o preço.
O negócio ideal vende um produto o qual não pode se substituído ou copiado com facilidade. Isto significa que o produto é original ou no mínimo é algo que possa ser patenteado ou que possa reter direitos autorais.
O negócio ideal exige um mínimo de mão de obra (quanto menos empregados, melhor). Hoje o exemplo disso é a tão comentada “empresa virtual”. A empresa virtual pode consistir de um escritório com três executivos, onde literalmente toda a parte manufaturada e serviços são terceirizados a outras empresas.
O negócio ideal desfruta de baixo custo operacional. Ela não necessita de localização cara; não depende de grande quantidade de eletricidade, propaganda, consultoria jurídica, empregados caros, grandes estoques, etc.
O negócio ideal não exige altos aportes de capital ou grandes investimentos em equipamentos. 
O negócio ideal desfruta de pagamento à vista. Em outras palavras, ele não prende seu capital com financiamentos longos ou complexos.
O negócio ideal é relativamente livre de todo tipo de regras e restrições impostas pelo governo ou pelo setor em que opera (e se você está agora com seu próprio negócio, sem dúvida sabe o que eu quero dizer com esta regra).
O negócio ideal é portátil ou de fácil movimentação. Isto quer dizer, você pode carregar o seu negócio (e também você) para qualquer parte que desejar – Rio, São Paulo, Minas, Paraná, Bahia ou, quem sabe, talvez até Nova York ou Suíça ou o sul da França.
Eis aqui um ponto crucial que é muitas das vezes ignorado: o negócio ideal satisfaz as suas necessidades intelectuais (e, não raro, emocionais também).
O negócio ideal lhe deixa com tempo livre. Em outras palavras, ele não exige de você trabalho e atenção 12, 16 ou 18 horas por dia.
Super importante: o negócio ideal é aquele em que a sua renda não fica limitada a sua produção pessoal (advogados e médicos têm este problema). Não, no negócio ideal você pode vender para 10.000 clientes com tanta facilidade quanto você vende para apenas um (publicações é um exemplo).
Mas que tipo de negócio seria este, dou um bombom para quem descobrir.

Esta é um adaptação de um texto cujo original é de "Richard Russel".
Carrego este texto comigo a muitos anos, e já estava todo amassado, para não perde-lo resolvi a publicar, espero que gostem pois é muito interessante e serve de guia. 
Vamos iniciar essa semana com relax ouvindo Bryan Adams - Heaven.

domingo, 15 de abril de 2012

A ida para o trabalho 1º Parte

    Muito se fala que ficamos 8 horas trabalhando, mas isso é só a hora líquida, se computarmos a hora bruta que inclui, uma hora de almoço e o tempo gasto para ir da casa ao trabalho e do trabalho para casa mais o tempo que acordamos para se arrumar, tudo isso somado as 8 horas de trabalho, da um total de 12 horas sem contar com as horas extras.
   Isto mesmo mais da metade do dia estamos com as nossas mentes voltadas para o trabalho e somados as 8 horas que dormimos, só sobraria umas 4 horas de tempo livre por dia. É chegar em casa tomar banho comer e dormir, acordar de novo e começar tudo de novo como se fossemos robôs.
    Voltei ao tema iniciado na semana passada, mas vou analisar com mais profundidade o seguinte aspecto: O transporte de ida e volta ao trabalho.
    Vou falar da minha experiência em transportes coletivos. Quando comecei a trabalhar no Centro do Rio em 2003 eu pegava ônibus, se tivesse sorte ainda encontrava algum lugar pra sentar, mas com o passar dos anos, os ônibus já vinham tão cheios que só dava pra ficar na parte da frente, pois o resto do ônibus ja estava entulhado de gente, e sem falar do calor, mesmo tendo ar condicionado, que não dava vazão pelo números de pessoas, e sem falar que o tempo de viagem que era de 50min, passaria para 1:20h ao longo dos anos devidos aos constantes engarrafamentos na Avenida Brasil.
    Alguns motoristas não gostavam de passageiros na parte da frente pois tirava a visão que eles tinham das meninas de uniforme de colegial que ficavam nos pontos, numa dessas um deles estava de olho numa colegial loirinha de coxa grossa, só que eu acabei ficando exatamente na frente dele, atrapalhando a visão do paraiso que ele queria ter, o coitado acabou se explodindo com os passageiros e disse que não queria mais ninguém na parte da frente do ônibus, como eu já estava de saco cheio dos ônibus, resolvi a tentar os trens.
   Comecei a pegar trem e geralmente quando não quebrava levava 50min para chegar ao centro do Rio, mas os trens tem um efeito colateral, para iniciar eles já vem de Japeri superlotados. Para quem não sabe que lugar é esse, eu vou explicar, imagine que Ipanema e Leblon são os 2 olhos verdes do Rio, Japeri seria o olho do CÚ. É a cidade mais profunda da baixada fluminense com o pior IDH do estado, um antro de tudo o que é pior em educação e de gente feia, em resumo é a classe “D” ou cidade-favela em movimento.
    Já no momento que você entra no trem já sente um cheiro forte de gás de cozinha (ovo cozido), parece que há uma dor de barriga coletiva entre os passageiros, e que ninguém toma banho ou escova os dentes, é uma mistura tão forte de cheiros que deixa qualquer um entorpecido, você chega na estação terminal tonto.
   Mas alguém vai dizer: Então porque não vai de carro? E digo que de carro é pior porque o transito esta sempre engarrafado, então eu levaria 2 horas para chegar ao trabalho, sem falar dos gastos com combustível, estacionamento e os estresse do transito.
   Como prefiro não perder tempo uso os trens apesar do mau cheiro, mas na próxima semana continuarei este post e vou falar as grandes verdades ocultas do que acontece dentro dos trens, as conversas entre os passageiros, e porque das muita quebras que vocês vê nos Jornais.
   Mas para espantar o mau cheiro e dar uma relaxada no fim de semana vamos ouvir "Europe - The Final Countdown".

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A verdade sobre a classe “C”


    A verdade sobre a classe “C”
   Todos nós já ouvirmos falar sobre este termo classe “C”, mas no que consiste esta nova classe média? Esta classe sugiu do grande aumento que o salário mínimo teve ao longo destes últimos anos e da expansão do credito no mercado, mas na realidade são os mesmos pobres de sempre, só que usam o limite do cartão de crédito como complemento do salário.
   Ultimamente a classe “C” tem viajado em aviões da Gol (aquela companhia aérea que serve barras de cereais nos lanches) pagando a viagem em 12 vezes, virou moda também viajar em cruzeiros pagando em 36 vezes, alias quem viajou de cruzeiro a 10 anos atrás e viaja agora pode perceber a diferença em relação aos passageiros, o navio parece agora uma favela flutuante todos enchem a boca para dizer que foram a Buenos Aires.
 
   O comportamento em publico destas pessoas são deprimentes tiram meleca nos restaurantes e mijam na piscina do navio (nem se importam com a cor da água em sua volta) e dão motivos para que nossos irmãos portenhos nos chamem de macaquitos.
   O McDonalds é o símbolo da classe “C” no Brasil (nos EUA o McDonalds é coisa de pobre), sempre no início de cada mês tem filas enormes de famílias comprando Mclanche feliz para os seus filhos, e ninguém pode contraria-los porque eles batem no peito e dizem “não mexe comigo não, sou emergente!” pura ilusão.
    Eles querem ter carros novos, e compram um Celta 1.0 para pagar em 84 vezes, e nem parecem se importar em pagar no final o triplo do valor original do automóvel, o negócio é ostentar, é usar aquele relógio de 30 reais comprados no camelô do tipo que tem 3 ponteiros pequenos que só servem de enfeite, é comprar o melhor telefone celular daqueles acima de 1000 reais, mas tudo isso tem um grande custo, um grande efeito colateral, que é o endividamento desta população e quando a corda arrebentar vai ser pro lado mais fraco, tem o exemplo de uma trabalhadora de 23 anos ganhando 1200 reais que esta com uma divida de 25 mil.  
    Todos merecem e tem o direito de ter do bom e do melhor mas não em detrimento da sua própria segurança financeira, eles deveriam usar o dinheiro para aprimorar a sua educação e alcançar melhores salários e assim poder consumir melhor, porque consumir usando o limite do cartão de crédito é ilusão.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Os Pobres e a Favela


     
Os Pobres e a Favela
    Num post anterior falava sobre as diferenças entre Pobre e Ricos, pois bem, hoje vou falar só sobre os pobres de uma favela aqui do Rio de Janeiro.
    Vocês todos já sabem que a polícia entrou em muitos morros para a instalação de UPP, em seguida vinha os órgãos governamentais para elaborar as de obras de infraestrutura: água, luz, saneamento etc.... A minha empresa estava participando de uma destas obras e enviou uma equipe para lá para tirar fotos e conversar com os moradores e eu estava nesta equipe apesar de não esta participando do projeto, entrei em todos os becos, ruelas e casas e vi muitas coisas por lá que irei relatar agora.

    Chegamos lá de manhã cedo, os trabalhadores estavam descendo a favela para trabalhar, mas o fato que era mais estranho e que 80% dos trabalhadores eram mulheres na maioria negras e nordestinas que iriam trabalhar de domesticas, balconistas e camelôs... Naquele lugar só as mulheres trabalham, e os homens onde estão? Foi essa pergunta que fiz a mim mesmo, e a resposta estava logo ali na minha frente, nos botecos. Alias o que você mais vê em uma favela são botecos abarrotados de homens logo de manhã cedo, enchendo a cara de cachaça.
    Nas casas que visitamos quem nos atendia sempre eram os homens, porque enquanto as mulheres trabalhavam eles ficava em casa tomando conta das filhas e enteadas (filhas de um relacionamento anterior dessas mulheres) e não era por falta de emprego, pois precisávamos de muita mão de obra e não conseguimos preencher todas as vagas, simplesmente porque os homens de lá não querem trabalhar. Vocês devem ser perguntar, será que eles também querem ter liberdade financeira ? Não. São vagabundos mesmo, só querem moleza, grande parte deles se beneficiam do bolsa família, e direta e indiretamente do tráfico. Por exemplo depois que a policia passou a ocupar os morros à freqüência de compradores de drogas diminuiu e a venda de caixas de cerveja diminui causando prejuízo para os distribuidores locais, por isso eles não gostam que a policia esteja por perto.

    As favelas são um antro de promiscuidade entre os adolecentes, as conversas entre as meninos e meninas giram em torno de sexo, drogas e funk, há uma legião de grávidas no local. Vi duas negras enormes de gordas (parecia aquela família Fat Family) que faziam pole dance em um poste de madeira e chamavam o nosso guia (presidente da associação de moradores) para fazer sexo com elas. Álias grande parte das mulheres de lá são gordas, já que comem todos o tipos de porcaria que se pode imaginar, macarrão com linguiça, pão com sebo, bacon, torresmo, chouriços e etc....
   E o cheiro do local é insuportável o esgoto correndo pelas ruas, lixos, restos de comida e macumba pra tudo que é lado, dentro das casas há o cheiro de mofo nas salas, cheiro de panela suja nas cozinha e o forte cheiro de mijo e coco nos banheiros.
   Numa outra favela foram feitas áreas de lazer pro povo de lá, mas em menos de 1 ano tava tudo destruído, banheiros quebrados, coco nas piscinas olímpicas e equipamentos roubados.
   O povão de lá são mau educados, violentos e só falam palavrão, eles gostam da bagunça e no fundo não querem as melhorias, porque vão acabar com a moleza deles e os “gatos” nas redes elétricas. Enfim sai de lá e espero nunca mais voltar.
   As UPP’s foram feitas não para proteger o povo da favela, mas para proteger o povo do asfalto e a minoria de gente descente que é obrigado a viver lá.

    Desculpe os blogueiros de plantão que esperavam que eu fosse falar de investimentos, mas este assunto estava engasgado na minha garganta, porque já estava de saco cheio de ver a imprensa falar de maneira romântica das favelas, do samba e do tal funk do bem...aliás todos funkeiros que dizem que são do bem, são os mesmos que fazem as musicas de apologia ao tráfico.

terça-feira, 27 de março de 2012

As 7 maneiras de ser Rico


  
   O meu pai sempre dizia, "Quem não rouba e não Herda vive na merda", este provérbio popular me inspirou a publicar este post, sobre as vária maneiras de enriquecer, vamos analisar cada uma delas:


1 - Herdando 
 
   Os filhos de pessoas que tem muito dinheiro passam a vida inteira na badalação e torrando o dinheiro que sempre vem fácil e em grande quantidade, eles nem sabem o que vão fazer com tanto dinheiro. Os poucos que empreendem o fazem com negócios relacionados com o seu estilo de vida, abrem restaurantes e boates, que na maioria das vezes só dão prejuízo mas não tem problema pois o dinheiro do papai cobre todos os erros. Não pense que eles sejam maus, são apenas jovens alienados da realidade. Vejam o exemplo de Thor o filho mais velho de Eike Batista no momento do lançamento do livro "O X da questão", o cara disse que este era o primeiro livro que tinha lido na vida. Com um pai desses até eu.


2 - Roubando

   Realmente existem pessoas que enriqueceram roubando como os políticos e ladrões, mas como diz um ditado “o crime não compensa”, Veja o resumo de uma história que saiu nos jornais algum tempo atrás. Um rapaz passou no concurso do INSS e durante o seu tempo de serviço descobriu uma maneira de burlar o sistema e passou a receber benefícios a que não teria direito. Chegou a acumular em poucos meses mais de um milhão de reais, qualquer um já teria pulado fora e iria usufluir do dinheiro, mas o cara se achava muito esperto. O espertinho passou ir para o trabalho de BMW e tinha até seguranças, mas com um salário de um pouco mais de 600,00 reais não daria para ter tudo isso. Será que os colegas de trabalho não iriam perceber? Sim! O pessoal passou e desconfiar do moleque e assim depois de uma investigação sigilosa a casa caiu. Foi preso e teve de devolver tudo que tinha desviado. Realmente o crime não compensou.

3 - Ganhando na Loteria

   E aqueles que ganharam na loteria. Existe uma pesquisa na qual diz que grande parte daqueles que ganham na loteira voltam a serem pobres depois alguns anos, provavelmente porque apesar do dinheiro continuam a pensar como pobres, me lembro de uma história contada no globo reporter que passou há alguns anos, contava que um lavrador do centro-oeste tinha ganho na loteria e passou a torrar o dinheiro achando que não fosse acabar nunca, bebidas, mulheres e afins, vinha um amigo querendo uma casa e ele dava o dinheiro, um parente queria um carro e ele estava pronto para ajudar. Um dia o dinheiro acabou e ai ele foi procurar aqueles que ele havia ajudado, todos viraram as costas pra ele. Ele disse que um dia iria ganhar na loteria de novo e todos iriam ver só....rsrsrs vamos torcer por ele.


4 - Ser Talentoso em alguma área

   Este ítem é bem abrangente, podemos incluir atores, pagodeiros e jogadores de futebol. Neste caso a manutênção da riqueza dependerá da educação que o sujeito teve, por exemplo, muitos jogadores de futebol ganharam rios de dinheiro e hoje estão em dificuldades financeiras, não usaram o dinheiro com sabedoria, então veja: mansões, carros de luxo, jóias, mulheres, pendengas judiciais e falsas amizades, tudo isso contribui para a ruína financeira, mas o sujeito só percebe isso com o declínio de sua carreira quando a receita diminui, ai já é tarde, mas alguns se salvam entrando para a política, participando de reality shows ou fazendo filmes eróticos.


5 - Trabalhando Muito

   Bem nesses três ultimos tópicos são para aqueles que não tem pais ricos, não roubaram, não tem sorte e talento, são para pessoas comuns como nós.
   A questão é, trabalhar muito enriquece? Sim. Mas não é simplesmente trabalhar muito, senão o pedreiro que acorda as 4:30 para pegar no serviço as 7:00 e fica até as 17:00 já estaria rico. Falo de trabalhar sim, mas com a mente focada no sucesso e ser ambicioso, querer melhorar sempre e ter auto-estima elevada, veja o caso de André Esteves: veio de familia de classe média começou no Banco Pactual consertando computadores foi subindo na hierarquia até virar sócio chegando ao cargo de Presidente, Se tornou bilionário ao vender o Pactual para o suiço UBS, no decorrer da crise comprou o Banco de volta e nascia assim o BTG Pactual. Ele diz "Quanto mais eu trabalho, mais a sorte aumenta", mas esta rotina não é para qualquer um. Começa as 8:00 e vai até as 22:00 inclusive nos fins de semana. Vai encarar?


6 - Empreender

   Ser um empreendedor é mais gratificante do que trabalhar para os outros, é o que dar maior retorno financeiro, mas também e o de maior risco. Nós temos atualmente no Brasil um grande exemplo de empreendedor - Eike Batista. Muito dizem a bobagem de que o pai dele ja tendo sido presidente da VALE teria dado informações sigilosas para o filho, só que o negócio da VALE é minério de ferro e o Eike começou com compra e venda de ouro, outros dizem que ele se beneficia das relações com o atual governo e do financiamento do BNDES, mas este banco existe para isso mesmo. Ele criou mais de 20 empresas sendo que as principais que possui ações na bolsa são:
  • MMX - Mineração;
  • MPX - Energia;
  • OGX - Petroleo e Gás;
  • LLX - Logistica e
  • OSX - Serviços Offshore.
Quem quiser ser empreendedor de uma lida no livro "O X da questão", este livro será uma importante fonte de inspiração.  


7 - Investindo

   Chegamos agora no ultimo ítem de como ficar rico, que é investindo. E este é o método mais seguro. Investindo em boas empresas pagadoras de dividendos a um preço baixo, pelo estudo que fiz, em 12 anos, investindo em um conjunto de empresas com uma rentabilidade média anual de 15% (média do índice de dividendos nos últimos 5 anos) pagando no mínimo 6% de dividendo ao ano é possível receber o equivalente o dobro de aportes feitos em forma de dividendos Ex: aportando 3000 mil reais você estaria recebendo 6000 mil em dividendos (no bruto, sem levar em conta as taxas e impostos) a partir do décimo segundo ano. A grande desvantagem deste método é a demora que pode fazer com que  muitas pessoa desistam de investir ou tentarem fazer trades curtos procurando rentabilidades absurdas correndo grandes riscos. Aqui no Brasil nos temos o exemplo de Lírio Parisotto como investidor de longo prazo. É sobre essa maneira de investir e conquistar a tão sonhada independência financeira que iremos tratar neste blog.

Em busca da Liberdade Financeira


   Bem amigos inicio o meu blog com um texto retirado do livro "Come Into My Trading Room" do grande trader Dr. Alexander Elder que sintetiza tudo o que eu penso sobre a liberdade financeira. Leiam e digam se estou certo.
Um analista de Wall Street, chamado Joe Rodriguez, poupou dinheiro suficiente para aposentar-se aos 31 anos. Passou o resto da vida divertindo-se, trabalhando como voluntário e escrevendo um livro intitulado “Your Money or your Life”.
                "Não estamos ganhando a vida, estamos ganhando a morte. Pense no trabalhador americano típico. O despertador toca às 5h45 e nosso homem ou mulher se levanta e começa a correr. Toma banho, veste o uniforme profissional – terno ou tailleurs para alguns, aventais para outros, brancos para profissionais de saúde, jeans ou camisas de flanela para trabalhadores da construção civil. Café da manhã, se tiver tempo. Maleta executiva ou marmita, conforme o caso, e carro próprio ou transporte coletivo, naquele suplício diário chamado hora do rush. Jornada de trabalho das oito as cinco. Lidar com o chefe. Relacionar-se com os colegas de trabalho que vieram do inferno para atazanar sua vida. Tratar com fornecedores. Enfrentar fregueses, clientes e pacientes. Fingir que está ocupado. Ocultar os erros. Sorri ao receber missões impossíveis. Suspirar de alívio quando a guilhotina conhecida como “reestruturação” ou “enxugamento”  - ou simplesmente programa de demissão volutária – atinge outras cabeças e poupa a sua. Desvencilhar-se da carga de trabalho adicional. Olhar para o relógio. Discutir com a sua consciência, mas concordar com o chefe. Sorri de novo. Cinco horas. De volta ao carro ou ao transporte coletivo e de volta à estrada para enfrentar novamente o engarrafamento. Casa. Bancar o humano com a cara-metade, filhos ou simplesmente co-locatários. Comer. Ver televisão. Finalmente dormir. Oito horas de fuga abençoada.
                E chamam isso de ganhar a vida? Pense um pouco? Quantas pessoas você conhece que estão mais vivas no fim do que no início de dia de trabalho?...Será que não estamos nos matando – nossa saúde, nossos relacionamentos, nosso senso de alegria e de admiração – por nosso emprego? Estamos sacrificando a vida por dinheiro – mas acontece tão aos poucos que mal nos damos conta da realidade."