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domingo, 15 de julho de 2012

A Lição dos Ricos

   Trabalhar duro, economizar e guardar dinheiro embaixo do colchão. A receita idealizada para o enriquecimento pode até ter funcionado em tempos mais remotos ou para personagens fictícios, como o Tio Patinhas. Mas fato é que não é o seu salário – nem sua “pão-durice” – que deixam você mais rico. Ou pelo menos não só ou não principalmente.

   Uma pesquisa, divulgado recentemente pela Receita Federal Americana, mostra que os ganhos de capital – a valorização de seus ativos – são a principal fonte de riqueza dos homens e mulheres endinheirados. E que a renda salarial propriamente dita não chega nem a 10% de seus rendimentos. As proporções eram mais ou menos assim em 2009, data da última atualização:
Salários: 9%
Juros: 7%
Dividendos: 13%
Sociedades e corporações: 20%
Ganhos de capital: 46%
Outros: 5%
   E isso não é nada contra o trabalho assalariado ou um comportamento de consumo econômico; mas sim a noção de que um “algo a mais” é fundamental para de fato multiplicar o patrimônio. Veja algumas dessas lições:
  • Você precisa ter estoque de capital
   A primeira coisa que se pode imaginar a partir dos números divulgados pela Receita americana é que os endinheirados têm uma boa parcela do seu patrimônio investida em atividades produtivas ou ativos financeiros que geram renda. Mas para chegar a esse ponto é preciso gastar bem menos do que você ganha e ter um belo estoque de capital.
   Se você não herdou uma fortuna, deve saber que é preciso construir esse estoque. Pode ser que hoje o seu orçamento seja totalmente consumido em despesas, mas é fundamental fazer um esforço consciente para que haja uma sobra. Tem uma frase que diz, "o pobre está sempre pensando que a riqueza um dia virá, quem ficou rico acredita que riqueza se constrói"

                                                  
  •   2. Trabalhar é preciso
   À exceção daqueles que herdam uma verdadeira fortuna, quem construiu a riqueza do zero ou de um ponto de partida mais modesto trabalhou sim, e muito, para chegar aonde chegou. Claro que aí também entram questões como o nível educacional, a criatividade para ter ideias com potencial de sucesso, a habilidade para farejar bons negócios e, por que não, uma boa dose de sorte.
O seu salário é o seu instrumento no processo de enriquecimento. Pode ser que, no caso dos milionários, o salário corresponda a uma parte muito modesta da renda; mas para chegar ao nível de ter uma carteira de investimentos de tanta qualidade que a maior parte da renda venha dela, é do salário que você precisa partir.
                                          
  • Seja empreendedor e aumente a sua renda
    20% da renda dos milionários americanos vêm de seus negócios e participações em sociedades. Ter uma grande ideia de negócio e fazê-lo ser bem sucedido sem dúvida é uma maneira de ter lucros expressivos em um tempo muitas vezes mais curto do que aquele despendido para multiplicar o patrimônio apenas com aplicações financeiras. Mas isso não significa que, para enriquecer, seja preciso necessariamente abrir o próprio negócio.
   O que é necessário é empreendedorismo. E por empreendedorismo se entende buscar maneiras de aumentar a sua renda que não apenas por meio de aplicações financeiras. Se a sua intenção não é abrir um negócio próprio, você pode continuar recebendo salário, mas investir na sua qualificação profissional ou mesmo buscar fontes alternativas de renda, baseando-se nos seus talentos e interesses pessoais e profissionais.
   Aumentar a renda por meio da ampliação de suas atividades também ajuda a aumentar a folga no orçamento e, consequentemente, a quantia investida em aplicações financeiras geradoras de mais renda. Por mais que seu padrão de consumo também cresça quando a sua renda aumenta, ele não precisa crescer à mesma proporção. Quem ganha mais também pode poupar mais.
                                              
  • Seja frugal de acordo com o seu nível de renda
   Seguindo a lógica da formação de um estoque gerador de renda, mantenha o seu padrão de consumo sempre um ou dois degraus abaixo da sua renda. Isso não quer dizer que você não pode comprar um carro importado ou que deva viver a pão e água como o Pobreta. Quer dizer apenas que, para ter um carro importado, o custo desse bem tem que encaixar no seu orçamento de maneira tal que ainda sobre um bom tanto para continuar investindo no que gera renda.
   Mesmo que tem uma alta renda não deve consumir de maneira estúpida. Quem enriquece muitas vezes se esquece de que qualquer compra – da mais cara à mais barata – deve apresentar boa relação custo-benefício e ser um gerador de felicidade duradoura para o consumidor.
                                                
  • Turbine sua rentabilidade e diversifique
   Ao conseguir gerar um estoque de riqueza, o poupador está pronto para investir. O primeiro passo é sair da caderneta de poupança – mais indicada para objetivos de curto prazo, até um ano, por exemplo – e buscar investimentos mais sofisticados, que possam simplesmente gerar renda ou, em casos de prazo mais longo, também se valorizar.
   Mas se tem uma lição que se pode aprender com os ricos na hora de investir é que, além de buscar bons negócios, é preciso diversificar quando o seu estoque de riqueza permitir, justamente para reduzir os riscos e evitar ficar pobre da noite para o dia.
   O resumo de tudo isso meus amigos leitores é: Trabalhar, Ganhar, Poupar, Acumular, Investir, Diversificar, Empreender e Ficar Rico.
   Ótima semana a todos e bons negócios.
Fonte e Adaptação:Revista Exame 

domingo, 13 de maio de 2012

Odeio Trabalhar - Qual é a Solução?

    Quem acompanha esta série de post desde o início percebeu as desvantagens de ter que trabalhar para outras pessoas, isto é ficar recebendo ordens e não ser dono do próprio nariz. Falei também sobre o desgaste fisico e mental de ter que se locomover todos os dias para o trabalho.
   A parti disso vamos fazer alguns cálculos bem interessantes.
  • 6:00 Acordar, tomar banho, se arrumar e tomar café, tudo isso correndo para não perder a hora do transporte.
  • 6:40 Pegar o Trem e se sentir igual a uma sardinha enlatada ou ir no carro e enfrentar os engarrafamentos ou se for masoquista pegar um ônibus e sentir as duas coisas.
  • 8:00 Após os engarrafamentos e transtornos você chega ao trabalho com a roupa toda amarrotada e cheirando a fumaça.
   Nem começou o trabalho de fato, mas já se passaram 2 horas.
  • 12:30 a 13:30 Intervalo do almoço, você tem 1 hora, mas parece menos e quando a gente começa a relaxar um pouco a mente já tem que voltar para o batente.
  • 17:00 Fim do expediente (normal) e então começa aquela correria para pegar um bom lugar no transporte da volta e enfrenta de novo os mesmos transtornos.
  • 18:20 Chegamos em casa com o corpo todo moido, parece até que levamos uma surra de pau, agora é tirar a roupa e tomar um bom banho.
  • 19:00 agora sim, de banho tomado e cheiroso podemos finalmente dar uma boa relaxada.
   Podemos perceber que estamos com a mente focado no trabalho desde quando acordamos ás 6:00 até as 19:00 quando enfim podemos descançar. 
   São no total 13 horas e isso sem contar com as horas extras ou algum imprevisto.
   Dizem que o tempo de trabalho é de 8 horas, mas na verdade são 13 horas. E o pior estar por vir, pois se somarmos com as 8 horas em média que dormimos já são 21 horas, como o dia só tem 24 horas, sobram apenas 3 horas livres. Isso mesmo, e é este periodo que você tem para se dedicar a sí mesmo, será que isso é vida?
   É por isso que estamos nessa busca frenética pela liberdade financeira para sermos dono de nosso próprio nariz e não ter que dar satisfações a ninguém. 
   Para chegar a esse objetivo é que pouparmos e com estas sobras no orçamento é que fazemos os investimentos, mas só que tem um pequeno detalhe, pelos cálculos que fiz numa planilha particular, cheguei a conclusão de que levaria um tempo considerável para se chega ao nível de viver de renda. Vou dar um exemplo:
-Salário 5.000 reais por mês
-Aporte 2.000 reais por mês (40% do salário)
-A carteira terá um rentabilidade média anual de 15% (taxa conservadora)
-Dividendos anuais 6% (taxa conservadora)

Resultado:
-7 anos para que o investidor receba em forma de dividendos o equivalente ao que se aplicou mensalmente, que neste caso é 2.000 reais.
-12 anos para que o investidor receba em forma de dividendos o equivalente ao salário atual, que neste caso é 5.000 reais.
   Você vai dizer "opa" 12 anos é mole, mas infelizmente a história não é bem assim, pois existe um outro fator que devemos levar em conta, que é a "inflação", pois 5.000 reais daqui a 12 anos não terá o mesmo valor de hoje.
-16 anos será enfim o prazo para que o investidor receba em forma de dividendos o equivalente a 5.000 reais ja contando com a inflação que neste caso é estimado em 5% ao ano.
  Será que a maioria terá disciplina por longos 16 anos (quase 1 geração) para poder viver de só dividendos? Eu digo 16 anos mas isso sem contar com os imprevistos, que certamente ocorrerão porque 16 ano é tempo suficiente para 3 crises como vimos em 1997, 2000 e 2008.
  Será que a maioria aguentará poupar 40% do seu salário por 16 anos? E isso para se chegar ao fim do processo e receber o equivalente ao salário atual já corrigido pela inflação, que neste exemplo é de 5.000 reais aos valores de hoje. E isso é muito pouco para os inúmeros planos que muitos estão fazendo. Leio coisas do tipo: Comprar carros esportivos, sair com Gp's classe "A" todos os dias, participar de orgias, swings, etc...
  Será que 5.000 miseros reais vai dar para tudo isso? Ou eles estão pensando em obter rentabilidades absurdas, tipo 80% ao ano, os melhores gestores de investimentos do mundo venderiam a própria mãe para obter a metade disso.
  Será que eles pensam que investir é igual a jogar esses joguinhos de estratégias de Playstation?
  Muitos vão dizer então: Qual é a solução? E digo, que não há solução definitiva, caso ouvesse alguma solução, os investidores de Wall Street matariam para ter acesso a este segredo super bem guardado.
  Felizmente existem formas de acelerar este processo, poderemos partir para uma situação intermediária entre ser um simples empregado e ser um investidor que vive de renda. A solução seria abrir o nosso próprio negócio.
  É sobre isso que conversaremos no próximo post. Como deixar de ser empregado e virar patrão.
  Temos que ser os senhores de nosso tempo. Vamos agora finalizar o post com chave de ouro ouvindo "Legião Urbana - Tempo Perdido"