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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Conhecendo o Rio 1º Parte - Divisão Territorial



   Este é um post dedicado a aqueles que não conhece a cidade do Rio de Janeiro. A cidade do Rio de Janeiro está dividida em 5 AP's (Áreas de Planejamento) cada AP esta subdividida em regiões administrativas e estas em Bairros. Vou mostrar a seguir as caracteristicas principais de cada região, mas sem me aprofundar muito para não tornar o post chato. Então vamos lá.

AP-1: Representa o centro da cidade. É o centro financeiro e de serviços da cidade, tem um comércio muito forte, mas poucas pessoas vivem lá, após um periodo de decadência devida a transferência da capital para Brasilia, o centro vem passando por uma forte revitalização devido ao crescimento econômico do Rio de Janeiro. Estão sendo construidos inúmeros edifícios que abrigaram os inúmeros escritórios de empresas que estão se instalando aqui na capital. População: 298.000 habitantes  

AP-2: Representa a Zona Sul e a área da Grande Tijuca. É a área mais bela da cidade e também é a região mais conhecida devido ao turismo e as novelas da globo, é sem duvida a região mais rica da cidade do Rio de Janeiro e onde moram as Elites e as famílias mais tradicionais, é visível a forte presença de imigrantes europeus. A sua população é formado basicamente pelas classes “AA e A”.
População: 1.009.000 habitantes

AP-3: Representa a Zona Norte. É antiga zona Industrial da cidade, onde bairros surgiram ao longo das linhas férreas abrigando as vilas operárias, é ainda hoje a região mais populosa, mas entrou em decadência devido a favelização e a violência, ainda hoje se encontram algumas industrias, mas o forte mesmo são os bairros de comércio popular, há também vários bairros de classe media alta. A região vai lentamente se revitalizando com a diminuição da violência, e os lançamentos imobiliários. A sua população é basicamente formada pelas classes “B e C”.
População: 2.399.000 habitantes

AP-4: Representa a Barra da Tijuca e Jacarepaguá. Era até uns 40 anos atrás uma região despovoada, só tinha restaurantes de frutos do mar e Motéis na Barra da tijuca; sitios e chácaras em Jacarepaguá. Mas a região passou por um planejamento para atrair os moradores zona sul que nesta época já estava superpovoada, hoje é a região que mais cresce e passa por um boom imobiliário, e se valorizou ainda mais por está proxima da área onde se dará os jogos olimpicos é conhecida por ser a região mais sofisticada do Rio de Janeiro. A sua população é basicamente formada pela classe “A e B”.
População: 910.000 habitantes

AP-5: Representa a Zona Oeste. É a antiga zona rural da cidade, pois só tinha fazendas, sitios, granjas, chácaras. Devido a quantidade de terrenos baratos em abundância, acabou atraindo inúmeros imigrantes nordestinos e cariocas pobres. É uma região bucólica onde muitos bairros ainda guardam a aparência de cidade do interior, atualmente a região vem passando por um boom imobiliario devido ao crescimento econômico e a instalação de inúmeras industrias. A sua população é basicamente formada pelas classes “C e D”.
População: 1.705.000 habitantes

Favelas: Elas estão espalhadas por toda a cidade são em torno de 750, a sua população é basicamente formada por Afro-descendentes e imigrantes nordestinos, as favelas que contam com UPP’s estão se desenvolvendo através do empreendedorismo e estão se transformando em bairros, mas onde não há UPP a violência come solta com a guerra entre os traficante e as milícias. população é basicamente formada pelas classes “D e E”.
População: 1.393.000 habitantes

Nos próximos post da série vou mostrar as outras caracteristicas da cidade, aguardem.





quinta-feira, 26 de abril de 2012

As Favelas do Rio e o colapso do Café


   Vocês devem ter percebido que fiz muitas referências sobre as favelas do Rio em varios post's, e hoje vou falar sobre como foi o processo de favelização do Rio de Janeiro.
   As primeiras favelas surgiram ainda no século 19 quando os soldados que voltavam da guerra de canudos tiveram a permissão de fixar moradia no morro da providência (considerado a 1º favela do Rio - Vide foto acima), a população favelada foi aumentando com a chegada dos escravos libertos, que não tinham onde morar e se fixaram em varios morros, já no inicio do século 20 chegaram os pobretões que viviam em cortiços do centro, que foram demolidos devido as obras de modernização da capital federal, e para completar o balaio de gato, veio a partir dos anos 40 uma horda de nordestinos em busca de melhores condições de vida.
   Então 1960 já existia no Rio de janeiro cerca de 500 mil pessoas vivendo em favelas, só a titulo de comparação, em São Paulo na mesma época tinha apenas 30 mil pessoas vivendo em favelas.
   Mas 1970 a população favelada já tinha passado para 1 milhão!!! Isso mesmo, simplesmente dobrou em 10 anos. Vocês vão me perguntar de onde veio essa gente toda e porque? Eu digo, foi por causa do café.
   Mas o que o café tem a ver com isso? É isso que vou contar agora.
   O Rio de Janeiro por volta de 1850 era o maior produtor mundial de café produzindo cerca de 5 milhões de sacas de café. A área de produção foi aos poucos se deslocando (em busca de novas terras) em direção ao sul do estado, em seguida foi para o vale do paraíba, até chegar ao oeste Paulista onde encontrou a terra roxa (solo bom para plantação do café), e nos anos 40 já tinha chegado ao norte do paraná, com isso a produção de café no estado do Rio ja vinha em longa decadência, mesmo assim em 1950 a produção ainda chegava a 3 milhões de sacas de café.
   No inicio de 1960 a produção caia ainda mais chegando a míseros 1,5 milhões de sacas, a produção era pouco mecanizada e por isso tinha poucos rendimentos por hectare, o solo ruim agravou a situação e os fazendeiros então acumularam grandes dívidas, e por isso não tinham condições de modernizar a produção.
   Foi com a ditadura que veio o tiro de misericórdia. O governo militar queria transforma o Rio em apenas consumidor de café e não concorrente dos estados produtores como Paraná e São Paulo, então o governo prometeu perdoar as dividas dos fazendeiros, mas em troca os mesmo deveriam erradicar os pés de cafés do estado (um pé de café leva 7 anos até se tornar produtivo), e isto foi feito.
   Foi ai que veio os efeitos colaterais desta decisão torpe, pois cerca de 500 mil pessoas do interior do Rio e de Minas Gerais, viviam direta e indiretamento da produção de café, esse pessoal todo ficou da noite para o dia sem renda, o que fazer então? Tentaram a sorte na ex-capital federal, com isso em 1970 (dez anos depois) coincidência ou não, a população de favelados no estado tinha dobrado.
   Um outro efeito colateral foi que as ferrovias do estado entraram em decadência, e grande parte das linhas foram desativadas devido a subutilização, e os portos ficaram largados as traças, foi decadência total.
   A produção hoje no estado do Rio é de apenas 150 mil sacas de café, não conseguindo suprir nem o consumo local que é de 1,2 milhões de sacas, com isso somos obrigados a comprar o café de outros estados, acarretando em um déficit comercial de 300 milhões de dólares, só na importação do café.
   Só agora é que o Rio esta começando a reverter a decadência, mas o trabalho é grande, para compensar as décadas de abandono.
   Isso é para todos verem que, quando o governo se mete no que esta quieto só da merda.

domingo, 22 de abril de 2012

A ida para o trabalho 2º Parte

   Continuando o post anterior sobre os transportes aqui no Rio de Janeiro, estava falando como é viajar de trem para o trabalho.
   Este trem já vem de muito longe (Japeri), e eu pego já na metade do caminho, portanto a composição já vem superlotada, e a primeira coisa que se percebe ao entrar, é o forte cheiro de ovo cozido, além disso essas pessoas não tomam banho, e não se importam em usar roupas sujas.
   Os passageiros em grande maioria são pessoas muito humildes, os homens normalmente trabalham na construção civil e as mulheres são empregadas domésticas, eles tem uma espécie de comunicação secreta entre eles, é uma comunicação baseada em cheiros, pois você percebe um cheiro vindo da esquerda para direita e depois sente o mesmo cheiro vindo na direção contrária, e sempre o mesmo tipo de cheiro, que é de feijão ou amendoin queimado.  
   O mais curioso são as conversas entre eles, são sempre conversas baseados em crimes, drogas, futebol e falar mal do patrão. Eu me lembro de varias conversas entre eles, vou contar algumas:
  • Dois caras estavam conversando e um dele estava perguntando por um terceiro que estava ausente, o outro disse que o fulano de tal era trabalhador de 3 dias, e que estava bem de vida, pois ganhava 50 reais por jornada, e só queria saber de praia, mulher e cerveja (AMBV4). Eu não pude deixar de ouvir isso e fiz alguns cálculos: 3 vezes 50 reais é igual a 150 reais por semana, vezes 4 semanas é igual a 600 reais mensais. Tudo bem eles podem até se contentar com isso, agora depois não vem reclamar do governo.
  • Outra conversa que escutei foi sobre uma mulher cujo o marido (um daqueles caras que ficam pendurados na porta) tinha caído do trem  e morrido, ela recebeu uma indenização de 100 mil reais, sabe o que ela fez com o dinheiro? Torrou tudo com homens e cerveja (AMBV4), agora ela esta na merda de novo....e foda-se pra ela.
  • Um ultimo exemplo de conversa foi que um cara estava se lamentando, porque quando ficou desempregado e recebeu 6 meses de auxilio desemprego, sabe o que ele fez com o dinheiro? A mesma coisa, torrou com mulheres e cerveja (AMBV4) e disse que agora estava arrependido, pois poderia ter usado o dinheiro para terminar o seu barraco, agora estava duro e com o barraco incompleto.
    E na volta para a casa é a mesma coisa, somados ainda aos vendedores de cerveja (AMBV4) que passam sempre suados e sujos entre os passageiros com suas enormes caixas de isopor, e ninguém pode reclamar, pois se reclamar os caras dizem que poderiam estar roubando e que se tivessem lá fora dariam um tiro na cabeça do cara que reclamou.
    Todos vêem pelas TV’s os trens que quebram toda hora, mas ninguém fala que grande parte das quebras são devido a sabotagens dos próprios passageiros, eles gostam de abrir as portas a força, acionam os freios de emergência para travar os trens e roubam os cabos de controle para vender o cobre. É uma ignorância total, aliás é a mesma ignorância e falta de educação que faz com que mulheres grávidas e com crianças de colo fiquem em pé, enquanto que os homens ficam sentados fingindos que estão dormindo para não cederem o seu lugar.
    A composição é dividida em vários vagões e geralmente o primeiro vagão e dos maconheiros e malandros, o segundo são das mulheres que por lei os homens não deveria entrar, mas entram assim mesmo, e se esfregam nas estudantes e se masturbam na frente delas, o terceiro é o vagão dos evangélicos, pois todos os dias tem pregação, é uma agonia, e sem falar dos vendedores, que vendem todos os tipos de tralhas que se pode imaginar.
   Somados a tudo isso temos também os sons do ambiente regados a música funk ou gospel a todo o volume, pois eles ignoram a existência dos fones de ouvidos. E quando é sexta feira tem sempre samba em alguns vagões, e ninguém pode reclamar.
   Enfim isso é o trem no Rio de Janeiro, eles reclamam de que os trens estão velhos, mas para o povinho que usa, este transporte está é bom demais. Esta ao nível do povo que o usa. E eu quando chego na minha estação dou graças aos Deuses por ter chegado, e o trem continua a sua viagem até Japeri - A porta de entrada do Inferno.

domingo, 15 de abril de 2012

A ida para o trabalho 1º Parte

    Muito se fala que ficamos 8 horas trabalhando, mas isso é só a hora líquida, se computarmos a hora bruta que inclui, uma hora de almoço e o tempo gasto para ir da casa ao trabalho e do trabalho para casa mais o tempo que acordamos para se arrumar, tudo isso somado as 8 horas de trabalho, da um total de 12 horas sem contar com as horas extras.
   Isto mesmo mais da metade do dia estamos com as nossas mentes voltadas para o trabalho e somados as 8 horas que dormimos, só sobraria umas 4 horas de tempo livre por dia. É chegar em casa tomar banho comer e dormir, acordar de novo e começar tudo de novo como se fossemos robôs.
    Voltei ao tema iniciado na semana passada, mas vou analisar com mais profundidade o seguinte aspecto: O transporte de ida e volta ao trabalho.
    Vou falar da minha experiência em transportes coletivos. Quando comecei a trabalhar no Centro do Rio em 2003 eu pegava ônibus, se tivesse sorte ainda encontrava algum lugar pra sentar, mas com o passar dos anos, os ônibus já vinham tão cheios que só dava pra ficar na parte da frente, pois o resto do ônibus ja estava entulhado de gente, e sem falar do calor, mesmo tendo ar condicionado, que não dava vazão pelo números de pessoas, e sem falar que o tempo de viagem que era de 50min, passaria para 1:20h ao longo dos anos devidos aos constantes engarrafamentos na Avenida Brasil.
    Alguns motoristas não gostavam de passageiros na parte da frente pois tirava a visão que eles tinham das meninas de uniforme de colegial que ficavam nos pontos, numa dessas um deles estava de olho numa colegial loirinha de coxa grossa, só que eu acabei ficando exatamente na frente dele, atrapalhando a visão do paraiso que ele queria ter, o coitado acabou se explodindo com os passageiros e disse que não queria mais ninguém na parte da frente do ônibus, como eu já estava de saco cheio dos ônibus, resolvi a tentar os trens.
   Comecei a pegar trem e geralmente quando não quebrava levava 50min para chegar ao centro do Rio, mas os trens tem um efeito colateral, para iniciar eles já vem de Japeri superlotados. Para quem não sabe que lugar é esse, eu vou explicar, imagine que Ipanema e Leblon são os 2 olhos verdes do Rio, Japeri seria o olho do CÚ. É a cidade mais profunda da baixada fluminense com o pior IDH do estado, um antro de tudo o que é pior em educação e de gente feia, em resumo é a classe “D” ou cidade-favela em movimento.
    Já no momento que você entra no trem já sente um cheiro forte de gás de cozinha (ovo cozido), parece que há uma dor de barriga coletiva entre os passageiros, e que ninguém toma banho ou escova os dentes, é uma mistura tão forte de cheiros que deixa qualquer um entorpecido, você chega na estação terminal tonto.
   Mas alguém vai dizer: Então porque não vai de carro? E digo que de carro é pior porque o transito esta sempre engarrafado, então eu levaria 2 horas para chegar ao trabalho, sem falar dos gastos com combustível, estacionamento e os estresse do transito.
   Como prefiro não perder tempo uso os trens apesar do mau cheiro, mas na próxima semana continuarei este post e vou falar as grandes verdades ocultas do que acontece dentro dos trens, as conversas entre os passageiros, e porque das muita quebras que vocês vê nos Jornais.
   Mas para espantar o mau cheiro e dar uma relaxada no fim de semana vamos ouvir "Europe - The Final Countdown".

quarta-feira, 11 de abril de 2012

A Classe “D” – A ultima fronteira


     A Classe “D” – A ultima fronteira
    Se vocês acharam que já tinha abaixado o nível, verão que ainda pode piorar, pois abaixo do Classe “C” existe ainda a classe “D” conhecida como a porta de entrada do inferno. Vamos conhecer então o submundo da classe “D”.
    Se você ver alguém andando em um chevette rebaixado ou Fiat Uno com símbolo da Audi, pode ter a certeza de quem esta dirigindo é alguém da classe “D”. Mas como identifica-los ? Eles tem a fala arrastada misturada com sotaque de malandro. Os homens geralmente são Office boys ou auxiliares de serviços gerais, eles gostam de usar bonés, bermudas até a canela e tênis de marca, gostam de ouvir funk a todo volume dentro dos ônibus e sem os fones de ouvidos em celulares xing-lings (chinês) de 4 chips.
     
    As mulheres trabalham como balconistas ou vendedoras de roupa de lojas da periferia, elas sempre usam shorts jeans enfiados no rabo, bustier, tamancos de saltos altos, e tem pernas com celulite e barriga d’agua, elas usam maquiagem pesada, e pintam os olhos de prateado, usam batom roxo, os cabelos são alisados com chapinha, sem falar do piercing no umbigo que mais parece um chaveiro. O mais interessante é que quase todas tem tatuagens, sempre do mesmo tipo, uma aranha no pescoço ou um tridente em uma das mão.      
    Eles gostam de se divertir por isso deixam as filhas em casa de homens sozinhos que estão sempre a disposição para “ajuda-los”, e os filhos deixam na rua mesmo, com os traficante servindo de babá, isso tudo para irem até as biroscas beber e falar palavrão até se acabarem, se sentam naquelas cadeiras enferrujadas da Skol e na hora de mijar os homens fazem nos pneus dos carros e as mulheres vão para trás da banca de jornal.
    Alguns deles já cometeram pequenos delitos, do tipo entrar em farmácias para roubar bronzeador, ou em supermercado para roubar latas de atum, muitos tem conhecidos presos, mas se dizem trabalhadores, mas basta um caminhão de cerveja enguiçar nas proximidades para se iniciar um saque, os motoristas dos caminhões se sentem como o Will Smith no filme “Eu sou a Lenda”.

    Mas eles também querem ter o do bom e do melhor e fazem a alegria dos camelos comprando produtos de marcas famosas mas tudo pirata, eles também gostam de tecnologia e na sala das casas tem sempre uma TV de LCD comprada nas casas Bahia e pagos em 24 vezes, tudo para assistirem novelas da globo e o programa do ratinho, os filhos brigam para usarem o único netbook disponível, as meninas para entrar no facebook e os meninos para entrarem no blog do “Pobretão”.
     Eles sonham com dias melhore por isso jogam jogos de azar, para ver se tiram a sorte grande ou freqüentam a Igreja Universal. As mulheres se forem bonitas poderão sair com algum otário que tem carrão, se tiverem sorte poderão engravidar e ganhar pensão alimentícia, ou um cordão de ouro da grossura de um dedo se engravidar de um traficante.
    As vezes eles “investem” em títulos de capitalização porque tem sorteios todo mês. “Investidores” eles nunca ouviram falar e se já ouviram acham que é algum tipo de estelionatário.
    Estudar? Não. Isso é coisa pra mané. Bom mesmo é receber bolsa família.



quarta-feira, 4 de abril de 2012

Os Pobres e a Favela


     
Os Pobres e a Favela
    Num post anterior falava sobre as diferenças entre Pobre e Ricos, pois bem, hoje vou falar só sobre os pobres de uma favela aqui do Rio de Janeiro.
    Vocês todos já sabem que a polícia entrou em muitos morros para a instalação de UPP, em seguida vinha os órgãos governamentais para elaborar as de obras de infraestrutura: água, luz, saneamento etc.... A minha empresa estava participando de uma destas obras e enviou uma equipe para lá para tirar fotos e conversar com os moradores e eu estava nesta equipe apesar de não esta participando do projeto, entrei em todos os becos, ruelas e casas e vi muitas coisas por lá que irei relatar agora.

    Chegamos lá de manhã cedo, os trabalhadores estavam descendo a favela para trabalhar, mas o fato que era mais estranho e que 80% dos trabalhadores eram mulheres na maioria negras e nordestinas que iriam trabalhar de domesticas, balconistas e camelôs... Naquele lugar só as mulheres trabalham, e os homens onde estão? Foi essa pergunta que fiz a mim mesmo, e a resposta estava logo ali na minha frente, nos botecos. Alias o que você mais vê em uma favela são botecos abarrotados de homens logo de manhã cedo, enchendo a cara de cachaça.
    Nas casas que visitamos quem nos atendia sempre eram os homens, porque enquanto as mulheres trabalhavam eles ficava em casa tomando conta das filhas e enteadas (filhas de um relacionamento anterior dessas mulheres) e não era por falta de emprego, pois precisávamos de muita mão de obra e não conseguimos preencher todas as vagas, simplesmente porque os homens de lá não querem trabalhar. Vocês devem ser perguntar, será que eles também querem ter liberdade financeira ? Não. São vagabundos mesmo, só querem moleza, grande parte deles se beneficiam do bolsa família, e direta e indiretamente do tráfico. Por exemplo depois que a policia passou a ocupar os morros à freqüência de compradores de drogas diminuiu e a venda de caixas de cerveja diminui causando prejuízo para os distribuidores locais, por isso eles não gostam que a policia esteja por perto.

    As favelas são um antro de promiscuidade entre os adolecentes, as conversas entre as meninos e meninas giram em torno de sexo, drogas e funk, há uma legião de grávidas no local. Vi duas negras enormes de gordas (parecia aquela família Fat Family) que faziam pole dance em um poste de madeira e chamavam o nosso guia (presidente da associação de moradores) para fazer sexo com elas. Álias grande parte das mulheres de lá são gordas, já que comem todos o tipos de porcaria que se pode imaginar, macarrão com linguiça, pão com sebo, bacon, torresmo, chouriços e etc....
   E o cheiro do local é insuportável o esgoto correndo pelas ruas, lixos, restos de comida e macumba pra tudo que é lado, dentro das casas há o cheiro de mofo nas salas, cheiro de panela suja nas cozinha e o forte cheiro de mijo e coco nos banheiros.
   Numa outra favela foram feitas áreas de lazer pro povo de lá, mas em menos de 1 ano tava tudo destruído, banheiros quebrados, coco nas piscinas olímpicas e equipamentos roubados.
   O povão de lá são mau educados, violentos e só falam palavrão, eles gostam da bagunça e no fundo não querem as melhorias, porque vão acabar com a moleza deles e os “gatos” nas redes elétricas. Enfim sai de lá e espero nunca mais voltar.
   As UPP’s foram feitas não para proteger o povo da favela, mas para proteger o povo do asfalto e a minoria de gente descente que é obrigado a viver lá.

    Desculpe os blogueiros de plantão que esperavam que eu fosse falar de investimentos, mas este assunto estava engasgado na minha garganta, porque já estava de saco cheio de ver a imprensa falar de maneira romântica das favelas, do samba e do tal funk do bem...aliás todos funkeiros que dizem que são do bem, são os mesmos que fazem as musicas de apologia ao tráfico.