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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Uma ideia simples que faz sucesso

   Fala ae galera beleza!!! No ultimo post falei sobre como vender um boa ideia, mas ficou no ar uma sensação de que as boas ideias devem ser sofisticadas, aliás as pessoas associam as Startups a empresas de internet, mas história não é bem assim pois de acordo com a definição qualquer empresa iniciante com uma ideia inovadora é considerada um Startup e vou dar um exemplo de uma reportagem que li na revista Exame. Veja a matéria abaixo na integra.
   Empresário ganha mercado com copos comestíveis
Creme de aspargos servido sobre uma base de fubá. A criação despretensiosa fez tanto sucesso em um encontro de amigos que o empresário Joaquim Pedro Paes Leme decidiu criar a Juca Fubá, em Niterói (RJ). Mas como transformar uma ideia em um negócio concreto?
“Meu advogado recomendou procurar o Sebrae, pois minha primeira preocupação era proteger a ideia não só do produto, mas de todo o maquinário que inventei, necessários para a fabricação de diferentes formatos. Fui orientado por técnicos e contei com recursos para o registro de oito itens. Também fui encaminhado para a Rede de Tecnologia, que me orientou sobre as patentes, e a Embrapa, que me ajudou a desenvolver o produto, a embalagem e me informou sobre as especificações de uma cozinha industrial”, explica, referindo-se aos parceiros da instituição no programa Serviços de Inovação e Tecnologia (Sebraetec).
Enquanto concebia o produto sem lactose, glúten, gorduras trans ou conservantes, Joaquim Pedro e a sócia, Fabiana Paes Leme Inocente, investiram em capacitação durante seis meses antes de abrir as portas. No Sebrae, fizeram mais de oito cursos, como formação de preços, oficina de marketing e o Empretec, metodologia concebida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para desenvolver características empreendedoras.
 Como resultado, o empresário está mais focado e com visão mais ampla do negócio. “Tive um bufê durante mais de cinco anos, mas prestava serviços apenas para conhecidos. Formalizado, pude mirar em pontos de venda como supermercados, delicatéssen, bares e restaurantes. Os clientes gostam muito do produto, não só do sabor, mas também dos formatos - redondo, quadrado, triangular e ovalado. É uma receita versátil e serve como base para muita coisa. Já servi até com feijoada e foi um sucesso".
Joaquim Pedro também conheceu o programa Sebrae 2014, que orienta empresários para as oportunidades de negócio geradas com a Copa do Mundo FIFA 2014. Por meio da iniciativa, a empresa já conseguiu um restaurante como cliente e contratou uma empresa de tecnologia da informação como prestadora de serviços.
“Já estou desenvolvendo uma linha de recheios, um copinho de aipim e uma polenta instantânea. O negócio cresceu cerca de 30% nesse período. Sou otimista, acho que os turistas virão em grande número e alimentação é um setor que será muito beneficiado. O Sebrae me deu toda a informação que precisava, achei uma direção. Hoje, digo que tenho carteirinha de sócio da instituição”, brinca o empresário.
A Juca Fubá, aberta em março deste ano, produz mais de 50 mil unidades de copinhos de fubá para 70 clientes nas cidades de Niterói, Rio de Janeiro e São Paulo.
Matéria da Revista Exame 14/08/2012
   Como vocês podem perceber, não precisa ser uma Nasa ou uma Apple para gerar uma ideia inovadora, pois existem boas ideias em qualquer esquina.
   Então vamos pessoal coloquem o cerebro para funcionar e rumo a Independência Financeira. Um abraço a todos.

Referências:
O que é uma Startup?
A ideia de negócio
Como proteger a sua ideia
Se a ideia for ruim
Como encontrar uma boa ideia
Como vender a sua ideia

 

terça-feira, 17 de julho de 2012

O que é uma Startup ?

   Olá pessoal vou começar uma nova série de post sobre empreendedorismo, que de acordo com o post "A Lição dos Ricos" é uma das maneira mais eficientes para se chega a Independência Financeira. E hoje vou começar este assunto facinante falando sobre Startup, mas o que esta palavra significa? 
   Tudo começou durante a época da bolha da Internet, entre 1996 e 2001. Apesar de usado nos EUA há várias décadas, só na bolha ponto-com o termo "startup" começou a ser usado por aqui. Significava um grupo de pessoas trabalhando com uma ideia diferente que, aparentemente, poderia fazer dinheiro. Além disso, "startup" sempre foi sinônimo de iniciar uma empresa e colocá-la em funcionamento.
O que os investidores chamam de startup?
   Muitas pessoas dizem que qualquer pequena empresa em seu período inicial pode ser considerada uma startup. Outros defendem que uma startup é uma empresa com custos de manutenção muito baixos, mas que consegue crescer rapidamente e gerar lucros cada vez maiores. Mas há uma definição mais atual, que parece satisfazer a diversos especialistas e investidores: uma startup é um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza.  
   Apesar de curta, essa definição envolve vários conceitos:
1 - Um cenário de incerteza significa que não há como afirmar se aquela ideia e projeto de empresa irão realmente dar certo - ou ao menos se provarem sustentáveis.
2 - O modelo de negócios é como a startup gera valor - ou seja, como transforma seu trabalho em dinheiro. Por exemplo, um dos modelos de negócios do Google é cobrar por cada click nos anúncios mostrados nos resultados de busca - e esse modelo também é usado pelo Buscapé.com. Um outro exemplo seria o modelo de negócio de franquias: você paga royalties por uma marca, mas tem acesso a uma receita de sucesso com suporte do franqueador - e por isso aumenta suas chances de gerar lucro.
3 - Ser repetível significa ser capaz de entregar o mesmo produto novamente em escala potencialmente ilimitada, sem muitas customizações ou adaptações para cada cliente. Isso pode ser feito tanto ao vender a mesma unidade do produto várias vezes, ou tendo-os sempre disponíveis independente da demanda. Uma analogia simples para isso seria o modelo de venda de filmes: não é possível vender a mesmo unidade de DVD várias vezes, pois é preciso fabricar um diferente a cada cópia vendida. Por outro lado, é possível ser repetível com o modelo pay-per-view - o mesmo filme é distribuído a qualquer um que queira pagar por ele sem que isso impacte na disponibilidade do produto ou no aumento significativo do custo por cópia vendida.
4 - Ser escalável é a chave de uma startup: significa crescer cada vez mais, sem que isso influencie no modelo de negócios. Crescer em receita, mas com custos crescendo bem mais lentamente. Isso fará com que a margem seja cada vez maior, acumulando lucros e gerando cada vez mais riqueza.
Os passos seguintes  
   É justamente por esse ambiente de incerteza (até que o modelo seja encontrado) que tanto se fala em investimento para startups - sem capital de risco, é muito difícil persistir na busca pelo modelo de negócios enquanto não existe receita. Após a comprovação de que ele existe e a receita começar a crescer, provavelmente será necessária uma nova leva de investimento para essa startup se tornar uma empresa sustentável. Quando se torna escalável, a startup deixa de existir e dá lugar a uma empresa altamente lucrativa. Caso contrário, ela precisa se reinventar - ou enfrenta a ameaça de morrer prematuramente.
   Startups são somente empresas de internet? Não necessariamente. Elas só são mais frequentes na Internet porque é bem mais barato criar uma empresa de software do que uma de agronegócio ou biotecnologia, por exemplo, e a web torna a expansão do negócio bem mais fácil, rápida e barata - além da venda ser repetível. Mesmo assim, um grupo de pesquisadores com uma patente inovadora pode também ser uma startup - desde que ela comprove um negócio repetível e escalável.
   No próximo post vou falar sobre a ideia de negócios. Um abraço a todos.

Referencia:Revista Exame